terça-feira, 18 de outubro de 2011

INDRISOS

O texto anterior, intitulado ÂNSIA, é um indriso, uma forma poética que conheci no site Recanto das Letras (meu perfil lá é Michel Ribas). Esta forma é composta por dois tercetos, normalmente com rima livre, e dois monósticos (estrofe de verso único).
Achei muito interessante este formato de poesia e resolvi me arriscar. Espero que gostem e também se aventurem nos "indrisos da vida"!
Beijos no coração!
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ÂNSIA

Pergunto para o vento
A parede, gritando me responde
A razão então se esconde

Dando asas ao meu tormento
Gemidos confusos, choro afônico
Busca por alento

Ânsia de viver

Medo de sofrer
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

TEMPO IMPIEDOSO

Lembro como se fosse ontem, mas já se passaram 15 anos. Como o tempo é irônico e melindroso, prendendo nossos dias em esperas cansativas ou voando em lembranças boas ou não.
Eu morava em Curitiba com um tio meu enquanto minha mãe era destruída por um câncer impiedoso na cidadezinha de União da Vitória.
Ela me disse, deitada em sua cama com o rosto corado, mostrando que a vida ainda habitava seu corpo, que seria melhor eu me afastar durante o seu tratamento e que fosse um bom garoto independentemente do desfecho daquela história. Na noite seguinte embarquei para a capital do estado viver com meu tio Zique.
Dois anos depois, em uma madrugada fria e tomada pela neblina típica de Curitiba, tocou o telefone rasgando meu coração adolescente, já ciente da notícia que seria transmitida pelo aparelho. Minha mãe passava a ser um corpo inerte.
Chorei pouco, as lágrimas insistiam em se esconder e a viagem para o interior foi confusa, trazendo um misto de dúvida pela perda e de uma bomba relógio ensurdecendo com seu tic-tac chegando ao fim.
Ao colocar o pés no solo da infância, já não havia brincadeiras, sorrisos ou alegrias, tudo era cinza. Meu tio me guiou pelo braço até a capela municipal e o cheiro das flores, o ajuntamento na calçada e meu irmão parado na escadaria esboçando um pálido sorriso fúnebre encerraram a contagem regressiva da bomba relógio e então desabei. Chorei de dor.
Não consegui ver minha mãe descer à sepultura, fiquei em um banquinho, tão gelado quanto o meu coração, no outro lado do cemitério.
Até hoje, quando acordo nas madrugadas, imploro à Deus para que o telefone não toque quando houver neblina, para que o tic-tac nunca mais ecoe no meu peito.
As perdas são devastadoras. Tempo impiedoso, tem compaixão de nós!
:(
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domingo, 16 de outubro de 2011

SERES DOMESTICADOS

Domingo, o Sol está brilhando maravilhosamente no céu azul, os pássaros estão cantando alegremente, o ar está permeado do doce aroma das flores e eu.... eu estou largado de cueca na cama!
A dona da casinha da qual sou inquilino, que mora na casa da frente, me questiona: porque ficar trancado num dia lindo desses Michel?
Convenhamos, somos seres domesticados, eu sou pelo menos, vivo a semana toda trancado num escritório, reclamando do roubo da liberdade que a vida moderna causa e no primeiro momento livre...me jogo na cama, com fones de ouvido no máximo (mundo no mute), algemado pela internet e colado no edredon da preguiça.
Não sei vocês, queridos leitores, mas liberdade pra mim é estar preso em mim, por mais que meus gostos sejam peculiares, devo me render a satisfazê-los.
Onde quero chegar? Não sou escritor de fábulas, aliás nem sei se sou "escritor", mas quero deixar uma lição de moral. Viva sua vida e não as convenções sociais! Você não deve ser feliz só porque dois mais dois fazem alguém feliz! Você é você, e pode ser feliz com subtração, divisão e até Baskara se quiser! Viva sua fórmula de felicidade, agrade seus gostos e pronto, será mais um domesticado, porém detentor do elixir dos deuses, a verdadeira alegria!
Beijos e uma boa semana!
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sábado, 15 de outubro de 2011

E SE FOSSEMOS ASSEXUADOS

Existem dois fatos que marcam fortemente minha rotina diária.
As notícias do jornal sensacionalista no horário do almoço na sala de TV da empresa e o momento em que passo em frente da academia no caminho sulcado do tão repetido trajeto de volta para casa.
Esses dias me peguei pensando numa questão um tanto quanto estranha. "O mundo seria melhor, ou mais simples, se fossemos seres assexuados?"
Por mais estranha que possa parecer esta dúvida, tenho alguns embasamentos que a fortalecem assustadoramente.
Por exemplo, quando passo em frente a academia, sinto um misto de admiração (é claro, sou de carne!) e de nojo pela futilidade. Saúde é com certeza essencial e devemos cuidar dela, mas convenhamos, esse não é o propósito principal destas maquinas moldadoras de estereótipos.
Se não fosse a sexualidade exacerbada, que nos é enfiada "goela abaixo" pelos principais meios de comunicação, tentaríamos viver saudavelmente dentro dos limites racionais, e não "reconstruiríamos" nossos corpos pelo simples desejo sucumbidor de sermos almejados pelo próximo, ou até mesmo pela atitude radical de NÃO sermos desejados pelos outros. Às vezes o medo da rejeição trás conseqüências tão graves quanto a autoestima exacerbada.
Se fossemos seres assexuados, creio que iríamos investir muito mais em conhecimento interior, ocupando a vaga da aparência pelo preenchimento da essência (ual)!
Ao vermos os noticiários sensacionalista, nos deparamos todos os dias com casos de amor mal resolvidos, onde ex marido mata mulher que não quis reatar o relacionamento; ex namorado mata menina por estar com outro namoradinho e por aí vai, são inúmeros e bárbaros os crimes movidos pela paixão!
É claro que não podemos desprezar as maravilhas do amor e da atração física, mas deixo aqui esta "pulguinha" para vocês colocarem atrás da orelha.
Abraços frios, para não vazar essência!
Michel Ribas
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Nova Era

Bom dia povo amado!
Uma nova Era se inicia...tentarei publicar algo todos os dias por aqui.
Conflitos existenciais e corriqueiros permearão meus posts e tenho certeza que você, querido leitor, irá se identificar com a maioria das cenas do meu cotidiano.
Abraço, Michel
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Novo turno...

Bom dia galera..quero ver se começo de vez a publicar por aqui! Abraços
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