sábado, 29 de outubro de 2011

Fim de semana passado assisti uma palestra cujo tema era "felicidade". Em quase uma hora, o preletor discorreu sobre como atingir este tão buscado sentimento e também como não fugir desta tão falada "felicidade".

   Sabemos que algo foi intelectualmente produtivo quando nos pegamos pensando no assunto exposto.

   O que viria a ser a tal felicidade? Seus momentos de alegria são ou devem ser iguais aos meus e vice-versa? Creio que não.

   Um dos maiores problemas da sociedade, ou melhor, daqueles que "compõem a sociedade", é padronizar os valores como "certos ou errados" segundo as suas preferências. O que me faz feliz, pode não (quase sempre não) fazer feliz o meu próximo. Até mesmo nos casamentos vemos gostos díspares em relação ao que alegra ou não.

   Existem fatores básicos como amar e ser amado, correr das alegrias ilusórias como a das drogas, mas o grande trunfo da humanidade é exatamente a particularidade de cada um. Eu amo ter períodos solitários, tem gente que não fica meio dia soinha. Eu amo rock'n roll, tem pessoas que torcem o nariz. Tem pessoas que são felizes odiando os outros (???).

   Enfim, felicidade é o estado de espírito da pessoa, e não aquilo que os outros determinam que te fará feliz. Se você, querido leitor, anda buscando a felicidade em manuais, te aconselho a buscar em seu coração, pois somente alí você encontrará o verdadeiro guia da "sua" felicidade!

   Abraços e "be happy"!


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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

TUDO POR AMOR

Todos os dias eu passava por ela e meus olhos quase escapavam das órbitas por espiar de canto sua beleza impecável.
Quando não havia mais ninguém na rua, eu diminuía o passo e assobiava uma canção qualquer, apenas para sentir o exsudar de seu maravilhoso perfume.
Garoto com quinze anos de idade, tudo se transformava em medos e vergonhas e o receio do flagrante no tão planejado ato congelava cada centímetro da minha espinha adolescente.
No terceiro dia de contemplação, entuasiasmado pelo fraco movimento da rua, meus passos rumaram em direção àquela que era a detentora da síntese de beleza aos meus olhos joviais.
Parei temeroso antes da metade do caminho. Se algum colega me visse naquela situação constrangedora, eu sofreria com as brincadeiras de mau gosto pelo resto da minha vida!
Ao contemplar novamente a beleza materializada alí, a poucos metros de distância, procurei em algum canto do porão do medo qualquer resquício de coragem. Levantei o queixo, e como um soldado real britânico marchei desvencilhando dos pensamentos qualquer possibilidade de ser visto,tentando amordaçar o medo que aos berros amolecia minhas pernas.
Contagem regressiva, faltam cinco passos e poucos batimentos para um enfarto. De soslaio, uma última averiguação do território e a derradeira chance de reunir coragem.
Três passos apenas. Acelerei, tomei impulso e pulei com o apoio das mãos em cima do pequeno muro. Rápido como um gato saquei uma tesoura da mochila e com precisão cirurgica cortei a bela rosa que tanto me atraíra. "Mamãe irá adorar este presente", murmurei realizado escondendo o objeto do crime e estampando um sorriso de realização.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

É IMPORTANTE, MOÇO?

Segunda-feira, um dia normalmente sem grandes motivações. Acordamos cansados, mesmo tendo descansado no fim de semana. A carga de uma semana de exaustivo trabalho enverga nossas costas por antecipação ao primeiro grito do depertador, pobre injustiçado que apenas cumpre o seu trabalho mesmo sendo odiado pela gande maioria das pessoas.
Como todo bom brasileiro, acordo quase todas as segundas praguejando, porém hoje o dia era diferente, tinha algo especial em meu cronograma.
Na minha humilde cidade, existe uma biblioteca razoavelmente boa, que apesar desta qualificação, é pouco frequentada pelos habitantes "comuns", tendo como principais visitantes as crianças do ensino fundamental, um senhor aposentado e este que vos fala (ou escreve).
Nos cinco ou seis anos de cadastro que tenho neste estabelecimento, por mais que tenha ficado três anos fora da cidade, ostento uma ficha com mais de cinquenta empréstimos. Confesso que nem todos foram lidos, mas o aprovitamento foi bom.
Um mês atrás, como de costume, segui em direção à biblioteca na segunda-feira antes de ir para o trabalho, para trocar o volume que estava sob meu braço. Ao chegar no local, para o meu espanto estava fechado! A funcionária simplesmente entrou em licensa e havia uma fila de crianças, com seus livrinhos coloridos, ansiosas assim como eu, o "tio da segunda-feira", por levar uma nova aventura em forma de páginas para casa.
Uma outra funcionária apareceu para apenas recolher os livros, sem a possibilidade de novos empréstimos. Fiquei revoltado, muito revoltado na verdade! Cheguei bufando no meu escritório e imediatamente liguei para a Prefeitura Municipal, afim de obter esclarecimentos por tal descaso. O máximo que recebi foi alguns resmungos mal educados e uma fraca promessa de que regulariam em breve o serviço.
Digo fraca, querido leitor, porque fiquei três semanas ligando, sem nenhuma fresta aberta na biblioteca nem respostas satisfatórias da secretaria de educação do município.
Escrevi no início que esta segunda era diferente. Na sexta-feira passada me prometeram que hoje a santa biblioteca estaria aberta. Acordei meia hora mais cedo, abri blogs de sugestão de leituras, elegi os autores mais cotados e fui, todo sorridente, para meu pequeno santuário literário.
Para minha alegria, estava aberta a portinha e meu coração saltou de satisfação. Entrei correndo e me embrenhei em meio às estantes. Meus olhos começaram a correr os volumes quando uma voz, quase inaudivel chamou a minha atenção: "Não vamos fazer empréstimos, moço".
Creio que se o próprio diabo tivesse apenas uma frase para me dizer neste dia, seria: "Não vamos fazer empréstimo, moço"! A raiva se apossou de mim e marchei cego em direção à pobre funcionária, que se encolheu ao perceber a cólera queimando em meus olhos.
-Como assim não vai fazer empréstimo?- inquiri cerrando os dentes.
-É urgente, moço?- choramingou a senhora.
-Acredito que toda leitura é!- metralhei desgostoso.
-Eu sei, mas só daqui a trinta dias voltaremos a fazer empréstimos!- executou meu algoz.
Ensaiei uma resposta, mas apenas resmunguei e saí com o queixo afundado no peito.
"É importante?" Esta pergunta hipócrita e gelada martelou na minha cabeça a manhã toda. É claro que é importante! Eu não seria "eu" sem a leitura! O mundo não seria "mundo"!
Enfim, estamos quase em novembro, daqui a trinta dias esta mesma funcionária, que com certeza nunca leu um livro em sua vida, vai entrar em férias e as crianças com seus livros coloridos e o "tio da segunda" ficarão apenas na vontade de desbravar as longinquas terras da literatura.
Tristes abraços.
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domingo, 23 de outubro de 2011

PAZ

Quero sentir carinho
Acalmar a tempestade aqui dentro
Ouvir conselho de alento
Tentar sorrir um pouquinho

Quero ver o Sol

Preciso identificar um sorriso
Tomar posse de algum momento
Deixar de lado o tormento
Ser feliz sem motivo

Quero ver a Lua

Preciso reatar com o meu travesseiro
Dormir em paz, sonhar
Ser dono do meu mundo por inteiro
No meu teatro devo estrear

Quero viver a vida...

Um restinho de fim de semana excelente para todos e uma semana permeada de PAZ!
Beijos!
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

CARRINHO DE SORVETE

A visão com toda certeza era aterrorizante. Um carrinho tosco, com duas espécies de garrafas lambuzadas, uma verde e outra vermelha, rodeada por várias abelhas e moscas atraídas pelo liquido doce contido nelas. Mas este era um dos paraísos da minha infância.
Sou um apaixonado por sorvete, de todos os sabores, cores e modelos. Hoje a minha preferência repousa sobre os "sorvetes italianos", porém nem sempre foi assim.
Na pequena e maravilhosa cidade de União da Vitória-PR, a minha infância difícil privava as regalias que hoje em dia se tornaram normais. O tão querido sorvete, este creme gelado e saboroso que nos encanta, não fazia parte do cardápio da família da dona Dalzira, minha mãe. E não era pensando em uma alimentação saudável não, era a situação financeira que nos encurralava no canto das privações.
Esta iguaria doce, de inúmeros sabores e texturas, era louvada pela minha língua apenas quando algum parente distante, e de melhor condição de vida, visitava a família em festas de fim de ano, causando alvoroço e alegria com presentes e tais experiências gastronômicas inesquecíveis.
Como não lembrar da sorveteria do extinto calçadão ou da esquina da praça da Maria Fumaça? Quadros de prazer foram pintados em meu coração nestes lugares.
Mas as festas passavam, e os parentes partiam, nos derrubando novamente na rotina de escassez e economia.
Esporadicamente, minha mãe por sua eterna bondade, ou por minha insistência chata e persuasiva, liberava alguns trocados para saciar todos os vermes que me corroíam de vontade de comer sorvete. Como as sorveterias cobravam muito mais do que eu podia pagar, a saída sempre era correr para a avenida Manuel Ribas e contemplar quase que hipnotizado aquele carrinho tosco descrevido anteriormente. O carrinho de "sorvete americano"! Não era o italiano, querido leitor, pelo contrário, eram apenas dois sabores, normalmente groselha ou abacate, que processados com água (e não leite), fazia surgir entre as moscas e abelhas uma casquinha com o produto.
Minha boca se enche de saliva ao lembrar do "sorvete americano de abacate", meu preferido, e até o aroma ainda pode ser resgatado pela minha memória olfativa. Delícia!
Como são estranhos nossos valores, temos hoje em nossas mãos variadas marcas e sabores de sorvetes, mas o poder das lembranças tornam aquele produto tosco e barato irresistível!
Aproveite, meu amigo, todo o "hoje" para que não precise se deliciar amanhã apenas com as lembranças.
Abraços!
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O CORTIÇO

Semana passada concluí a leitura da divertida obra deste Maranhense com sotaque carioca.
Confesso que por muito tempo torci o nariz ao ver esta obra nas estantes da biblioteca municipal. Um certo dia resolvi, num assombro de nacionalismo (talvez?) fazer o empréstimo da obra.
João Romão me cativou nas primeiras linhas, com sua ambição desmedida e estratégias peculiares para alcançar a tão sonhada riqueza.
O autor consegue através da descrição dos seus maravilhosos e complexos personagens e trama impecável, afirmar a universalidade da literatura e sua atemporalidade, fazendo (em mim foi muito forte isso) nossos dias serem espelhados em sua obra, lançada em 1890, ou seja, mais de cento e vinte anos atrás.
O sucesso superficial de João Romão nos faz refletir sobre nossas buscas desenfreadas na vida, será que valerá a pena no futuro nossas lutas de hoje? A vida da Rita Baiana nos mostra o lado despreocupado e apaixonante da vida, contagiando Jeronimo, um português antes endurecido pela saudades da terra natal e depois enternecido pelos encantos da mulata.
Enfim, recomendo incondicionalmente esta belíssima obra, que além de nos divertir até a última página, nos ensina belos valores, cumprindo totalmente o objetivo da arte e da literatura.
Abraços!
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

CADA AMANHECER

Sofro sem querer sofrer
Quero sem nem mesmo querer
Peço chuva em dia de Sol
Anseio o frio enquanto é verão

Guardo péssimas memórias
Deixo passar belos momentos
Vivo perseguindo o vento
Enquanto ele foge com minhas histórias

Sorrio sentindo dor
Imagem de cada amanhecer
Vício insaciado de amor

Vivo querendo morrer
Alguém grita: Cuidado!
É impossível na morte viver.
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

MÚSICA BOA

Uma memória que marca profundamente a vida, a minha pelo menos, é a memória musical. Pode se considerar um ser humano em estado vegetativo, aquele que nunca teve uma música que o emocionou e marcou uma época da sua vida.
Na minha infância, um forte impacto musical foi a revolução causada pela banda Mamonas Assassinas. Como eu me divertia ao vê-los trocando os instrumentos nos programas de auditório, zombando dos play-backs. Os saudosistas que venham comigo e relembrem a euforia em poder gritar palavrões pois os mesmos faziam parte da letra da música. Foi uma emancipação precoce deliciosa!
Agora percebo o porquê da música nos marcar tanto, ela nos leva à uma catarse, um estranhamento seja pelo momento de paixão marcado pela balada romântica ou pela liberdade de sentir ser adulto ao soltar palavrões aos berros, utilizando a "licensa poética" por ser letra de música.
Hoje existe músicas que me atordoam pela falta de conteúdo e até mesmo de técnica musical, mas engulo seco pois a função da arte é o arrebatamento desta penosa vida, o alívio do fardo do cotidiano e ao ver o sorriso no rosto de alguém. que escuta uma canção que ama concluo: música boa é aquela que você gosta!

Abraços melódicos!
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EU, EU MESMO E MEUS CONTATOS

Bom dia meu povo amado!
Quero deixar aqui meu perfil no Recanto das Letras, meu twitter e msn para quem quiser me conhecer um pouco mais, quem.sabe somos grandes amigos e apenas não nos conhecemos ainda! Beijos no coração!

www.recantodasletras.com.br/autores/michelribas

@michelribas

michel_iup@hotmail.com
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terça-feira, 18 de outubro de 2011

INDRISOS

O texto anterior, intitulado ÂNSIA, é um indriso, uma forma poética que conheci no site Recanto das Letras (meu perfil lá é Michel Ribas). Esta forma é composta por dois tercetos, normalmente com rima livre, e dois monósticos (estrofe de verso único).
Achei muito interessante este formato de poesia e resolvi me arriscar. Espero que gostem e também se aventurem nos "indrisos da vida"!
Beijos no coração!
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ÂNSIA

Pergunto para o vento
A parede, gritando me responde
A razão então se esconde

Dando asas ao meu tormento
Gemidos confusos, choro afônico
Busca por alento

Ânsia de viver

Medo de sofrer
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

TEMPO IMPIEDOSO

Lembro como se fosse ontem, mas já se passaram 15 anos. Como o tempo é irônico e melindroso, prendendo nossos dias em esperas cansativas ou voando em lembranças boas ou não.
Eu morava em Curitiba com um tio meu enquanto minha mãe era destruída por um câncer impiedoso na cidadezinha de União da Vitória.
Ela me disse, deitada em sua cama com o rosto corado, mostrando que a vida ainda habitava seu corpo, que seria melhor eu me afastar durante o seu tratamento e que fosse um bom garoto independentemente do desfecho daquela história. Na noite seguinte embarquei para a capital do estado viver com meu tio Zique.
Dois anos depois, em uma madrugada fria e tomada pela neblina típica de Curitiba, tocou o telefone rasgando meu coração adolescente, já ciente da notícia que seria transmitida pelo aparelho. Minha mãe passava a ser um corpo inerte.
Chorei pouco, as lágrimas insistiam em se esconder e a viagem para o interior foi confusa, trazendo um misto de dúvida pela perda e de uma bomba relógio ensurdecendo com seu tic-tac chegando ao fim.
Ao colocar o pés no solo da infância, já não havia brincadeiras, sorrisos ou alegrias, tudo era cinza. Meu tio me guiou pelo braço até a capela municipal e o cheiro das flores, o ajuntamento na calçada e meu irmão parado na escadaria esboçando um pálido sorriso fúnebre encerraram a contagem regressiva da bomba relógio e então desabei. Chorei de dor.
Não consegui ver minha mãe descer à sepultura, fiquei em um banquinho, tão gelado quanto o meu coração, no outro lado do cemitério.
Até hoje, quando acordo nas madrugadas, imploro à Deus para que o telefone não toque quando houver neblina, para que o tic-tac nunca mais ecoe no meu peito.
As perdas são devastadoras. Tempo impiedoso, tem compaixão de nós!
:(
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domingo, 16 de outubro de 2011

SERES DOMESTICADOS

Domingo, o Sol está brilhando maravilhosamente no céu azul, os pássaros estão cantando alegremente, o ar está permeado do doce aroma das flores e eu.... eu estou largado de cueca na cama!
A dona da casinha da qual sou inquilino, que mora na casa da frente, me questiona: porque ficar trancado num dia lindo desses Michel?
Convenhamos, somos seres domesticados, eu sou pelo menos, vivo a semana toda trancado num escritório, reclamando do roubo da liberdade que a vida moderna causa e no primeiro momento livre...me jogo na cama, com fones de ouvido no máximo (mundo no mute), algemado pela internet e colado no edredon da preguiça.
Não sei vocês, queridos leitores, mas liberdade pra mim é estar preso em mim, por mais que meus gostos sejam peculiares, devo me render a satisfazê-los.
Onde quero chegar? Não sou escritor de fábulas, aliás nem sei se sou "escritor", mas quero deixar uma lição de moral. Viva sua vida e não as convenções sociais! Você não deve ser feliz só porque dois mais dois fazem alguém feliz! Você é você, e pode ser feliz com subtração, divisão e até Baskara se quiser! Viva sua fórmula de felicidade, agrade seus gostos e pronto, será mais um domesticado, porém detentor do elixir dos deuses, a verdadeira alegria!
Beijos e uma boa semana!
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sábado, 15 de outubro de 2011

E SE FOSSEMOS ASSEXUADOS

Existem dois fatos que marcam fortemente minha rotina diária.
As notícias do jornal sensacionalista no horário do almoço na sala de TV da empresa e o momento em que passo em frente da academia no caminho sulcado do tão repetido trajeto de volta para casa.
Esses dias me peguei pensando numa questão um tanto quanto estranha. "O mundo seria melhor, ou mais simples, se fossemos seres assexuados?"
Por mais estranha que possa parecer esta dúvida, tenho alguns embasamentos que a fortalecem assustadoramente.
Por exemplo, quando passo em frente a academia, sinto um misto de admiração (é claro, sou de carne!) e de nojo pela futilidade. Saúde é com certeza essencial e devemos cuidar dela, mas convenhamos, esse não é o propósito principal destas maquinas moldadoras de estereótipos.
Se não fosse a sexualidade exacerbada, que nos é enfiada "goela abaixo" pelos principais meios de comunicação, tentaríamos viver saudavelmente dentro dos limites racionais, e não "reconstruiríamos" nossos corpos pelo simples desejo sucumbidor de sermos almejados pelo próximo, ou até mesmo pela atitude radical de NÃO sermos desejados pelos outros. Às vezes o medo da rejeição trás conseqüências tão graves quanto a autoestima exacerbada.
Se fossemos seres assexuados, creio que iríamos investir muito mais em conhecimento interior, ocupando a vaga da aparência pelo preenchimento da essência (ual)!
Ao vermos os noticiários sensacionalista, nos deparamos todos os dias com casos de amor mal resolvidos, onde ex marido mata mulher que não quis reatar o relacionamento; ex namorado mata menina por estar com outro namoradinho e por aí vai, são inúmeros e bárbaros os crimes movidos pela paixão!
É claro que não podemos desprezar as maravilhas do amor e da atração física, mas deixo aqui esta "pulguinha" para vocês colocarem atrás da orelha.
Abraços frios, para não vazar essência!
Michel Ribas
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Nova Era

Bom dia povo amado!
Uma nova Era se inicia...tentarei publicar algo todos os dias por aqui.
Conflitos existenciais e corriqueiros permearão meus posts e tenho certeza que você, querido leitor, irá se identificar com a maioria das cenas do meu cotidiano.
Abraço, Michel
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Novo turno...

Bom dia galera..quero ver se começo de vez a publicar por aqui! Abraços
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