A Dor. Fiel companheira de todo homem.
Nem sempre vem pelo frio da lâmina, ou pelo mistério da enfermidade.
A Dor é subjetiva, é viva. Dona do tempo e do humor. Controladora de sorriso e acionadora de lágrimas.
Um amor não correspondido, um beijo roubado não devolvido.
A confiança traída, a maçã mordida, a miséria humana despida.
A falta de um abraço em meus braços, abalo.
Balaio congelado pela gélida experiência da decepção.
Um aceno não respondido, anseio destruído.
Dias ensolarados escurecidos pela Dor.
Segundos transformados em horas, sangue em ebulição, palavras fincadas na parede cardíaca.
A ilusão é mais real do que pensamos, tão inevitável quanto a Morte, tão imprevisível quanto a sorte.
Um amigo, parente ou colega. Todos são agentes da destemida monopolizadora de adjetivos pejorativos. Flechas envenenadas e perdidas que são atiradas ao vento do pessimismo, inevitavelmente atingindo um coração desguarnecido.
Dor. Mascarada em sorrisos, disfarçada em apertos de mão, distribuída em desejo de afeto, camuflada em piada.
Dor. Dói mas não mata. Gela, esfria, empalidece, adoece, isola... mas não mata.
Dói o amor. Paradoxo inevitável dos vivos.
Gotas de sangue,cristais de vida aglutinados em palavras,resquícios de minha existência para a posteridade.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
TEMPO
Sinto o seu frio pálido e meus pulsos
Gotas de sangue que são derramadas
Cristais de vida que esvaem
Lágrimas de dor que não voltam mais
Caso narciso que ficou para trás
Impressiono-me com tua versatilidade
Guerra perdida, sede insaciada, doença sem convalescença
Como chorar o que não foi?
Como relembrar o que não foi vivido?
Caos em dia ensolarado
Chuva perpétua sem julgamento
Condenação incontestada
Vida não vivida
Perdi. Serei pilhado
Escravo do incompreensível
Tomado pelo invisível
Peço-te apenas que a viagem seja tranqüila
Doce transição à escuridão
Contagem regressiva do que não teve início
Partida sem adeus
Nem beijo
Tampouco alegria
Colonizado por seus minutos, segundos
Tempo inóspito
Seu território foi ampliado.
Gotas de sangue que são derramadas
Cristais de vida que esvaem
Lágrimas de dor que não voltam mais
Caso narciso que ficou para trás
Impressiono-me com tua versatilidade
Guerra perdida, sede insaciada, doença sem convalescença
Como chorar o que não foi?
Como relembrar o que não foi vivido?
Caos em dia ensolarado
Chuva perpétua sem julgamento
Condenação incontestada
Vida não vivida
Perdi. Serei pilhado
Escravo do incompreensível
Tomado pelo invisível
Peço-te apenas que a viagem seja tranqüila
Doce transição à escuridão
Contagem regressiva do que não teve início
Partida sem adeus
Nem beijo
Tampouco alegria
Colonizado por seus minutos, segundos
Tempo inóspito
Seu território foi ampliado.
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