Quero deixar uma dica pra vocês, meus queridos.
Sempre procuro bandas diferentes pra ouvir, pois infelizmente a música brasileira da mídia está mais pobre do que a própria população.
Essa semana tive uma surpresa mais que agradável vinda da minha grande amiga Juliana Daneluz. Ao ver uma bela frase no seu msn, perguntei de onde ela tinha tirado e para meu espanto tinha sido de uma letra de música. Foi daí que conheci o projeto "O Teatro Mágico".
Digo "projeto" pois banda é uma das muitas virtudes deste grupo teatral, poético e musical. Suas performances são lindas e suas músicas nos levam em passeios oníricos por céus distantes.
Baixem, assistam e escutem, tenho certeza que vocês irão adorar a maravilhosa trupe de Fernando Anitelli!
"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente." Fernando Antitelli (O Teatro Mágico)
Gotas de sangue,cristais de vida aglutinados em palavras,resquícios de minha existência para a posteridade.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
O TEATRO MÁGICO
terça-feira, 15 de novembro de 2011
AS MARCAS DA CINDERELA
A dor não é apenas desejada pelos masoquistas, mas bem aceita pelo coração enamorado.
A Ciderela nem sempre esquece seu sapato deixando assim uma restia de esperança e romantismo para sonharmos. Ficamos normalmente com o cheiro na memória, o sabor nos lábios e com as marcas na pele.
Assim como o pé delicado da Cinderela foi ansiado pelo cavalheiro apaixonado, assim minhas costas procuram suas unhas, meu pescoço os seus lábios e meu ouvido a sua voz. Singela confirmação de uma fábula de amor.
Reapareça, bela Ciderela, e expresse toda a compatibilidade dos nossos corpos. Dê-me sua mão e eu te mostrarei o meu caminho. Dê-me o seu coração e te provarei a infabilidade do destino.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
AMOR DE DITADURA
A teologia, e a mídia hoje em dia, nos mostra que o amor possue três vertentes, ou modos de atuar no homem: Ágape, Fileo e Eros.
O amor Ágape é aquele amor incondicional, que Deus tem pela humanidade, que mesmo errando constantemente, ainda permanece sendo objeto do Seu amor. O Fileo é aquele sentimento paternal, onde os problemas e adversidades nunca o abalam. E enfim o amor Eros, que é voltado ao desejo do corpo, não o desejo desenfreado que vemos hoje nos bailes funk, mas o real desejo do homem pela mulher, como paixão e instinto.
Analisando alguns fatos da vida, cheguei a conclusão de que há ainda uma quarta vertente deste objeto de desejo de muitos,o amor. O quarto "tipo" de amor é o Amor de Ditadura.
Não é político, se bem que acontece muito nesse meio. Nem algo exclusivo de Cuba, grande expoente deste molde de opressão.
Opressão, talvez seja esta a palavra que melhor define o Amor de Ditadura, pois é realmente esta a finalidade do mesmo: oprimir o ser (objeto) amado.
O "Amante" de Ditadura é aquele que promete (e cumpre) mundos e fundos para a pessoa amada, sendo querido, compassivo e totalmente dedicado, exigindo apenas um pré-requisito da pessoa amada: total submissão a ele.
Isso também não é exclusividade dos assassinos em série ou dos amantes neuróticos, cheios de distúrbios de personalidade. Tenho certeza que você mesmo, querido leitor, conhece de perto ou até mesmo já foi um Amante de Ditadura.
A maior característica deste ser inescrupuloso é a mudança radical no conceito correspondente ao antigo objeto de amor. Enquanto a pessoa o venerava e obedecia calada e cabisbaixa, recebia todo o carinho do mundo e era tida como uma pessoa perfeita. Basta apenas desobedecer ou confrontar uma ordem do Ditador, que todo o romantismo cai por terra no mesmo instante.
Pior é quando chega ao fim o relacionamento do Ditador amante. A pessoa que apenas deixou de adorá-lo e reverenciá-lo passa imediatamente a ser objeto de ódio do Ditador, sendo difamada veementemente e excluída do círculo social do Ditador.
Infelizmente, meu querido, não existe este tipo terrível de amor apenas nos romances, mas também nas amizades e famílias. A centralização do "eu" e o egocentrismo exacerbado constrói regimes de Ditadura nos mais variados círculos sociais.
Deixo aqui meu conselho: se você perceber que está sendo oprimido por um amor de Ditadura, corra! Pois logo você, mesmo involuntariamente, irá contradizer o ditador e então se tornará vítima de uma perseguição ferrenha, odiosa e infelizmente caluniosa.
E se você se identificou com o Ditador, procure mudança (ou tratamento), pois ninguém "pertence a você" nem suas idéias e ideais são os únicos expoentes de verdade do mundo.
Pense bem!
Abraços!
domingo, 13 de novembro de 2011
FIM DA GUERRA
O corpo está são
Dores eu não sinto
Falar nisso como um todo, minto
Pois há sim uma ferida em meu coração
Vida dura, grandes pedras
Varias lutas, houve miséria
Choro e perdas nesta terra
Luto e dor, grandes mazelas
Vivo mas não sei se quero
Desfaleço-me em vagos sonhos
Lágrimas nestes olhos que fecho
Sorrio para o peso que me enterra
Despeço-me do sentir
Bandeira branca, fim da guerra
terça-feira, 8 de novembro de 2011
REENCONTRO
Ah! Como eu senti a sua falta!
Meu tato pairou no vazio sem sua textura suave. Sem seus limites me senti perdido, sem destino, desatino.
Quanta falta me fez nossos diálogos, sua sabedoria simples e consoladora a me instruir, a me guiar por veredas inimagináveis.
Quanta alegria seu cheiro me trouxe novamente. A memória peca em tentar nos consolar com o que sobrou da realidade, mas ter você aqui em meus braços faz reviver todas as lembranças e emoções proporcionadas pela nossa união.
Como é delicioso ouvir seus ensinamentos, mergulhar nesse seu mar profundo de conhecimento, deslumbramento. Quando estou contigo nada mais importa. O tempo para, as horas voam.
Amo a sensação de andar nas ruas contigo, ver a expressão de ignorância daqueles que não entendem nossa relação de eterno afeto. Sorrio para os narizes torcidos, que externam corações defeituosos.
Te amo e prometo nunca mais passar um dia sem te entregar toda a minha atenção, pois sei que em nossos momentos juntos você me ensina e constrói toda a minha identidade de ser humano.
Te amo livro querido!
*Este texto é em homenagem à reabertura da Biblioteca Municipal Rui Barbosa de Dionisio Cerqueira-SC, que depois de aplicar um forçado jejum literário em seus frequentadores, voltou a funcionar normalmente, abrindo as portas dos sonhos e dos mundos incríveis que apenas um livro pode proporcionar.
Abraços alegres!
sábado, 5 de novembro de 2011
UM PASSO, UM CAMINHO
Um passo, um caminho
Trajetos que ouso trilhar
Dores que posso sentir
Vida para vivenciar
Ver não é perceber
Perder não é morrer
Ter não é ser
Sorriso não é sorrir
Um caminho, vários passos
Uma trilha, ser triado
Sem saber, ser escolhido
Feliz por estar vivo.
BOA TARDE
Boa tarde galera!
Quero pedir desculpas por estar meio sumido por aqui. Além da preguiça, fiel companheira de todos os que precisam trabalhar, estou pensando bastante na minha ideia de um romance.
A história está quase 100% na minha mente. É um suspense policial bem inusitado, e um tanto quanto truncado. As cenas ainda estão embaralhadas e estou organizando aos poucos.
Creio que assim que for fluindo, vou postando aqui capítulo por capítulo.
O título por enquanto é "A ÁRVORE DA VIDA (E DA MORTE)".
Logo apareço por aqui denovo!
Abraços!!!
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
FIÉIS DEFUNTOS
No século XIII, o dia de Finados era conhecido como a Missa dos Fiéis Defuntos. Passados quase oito séculos, assim como tudo se reduz e compacta ao máximo com a modernidade, relembramos (acho pesado "celebrar", prefiro apenas "recordamos") agora apenas "os Finados", e não mais os "Fiéis Defuntos". Será algum endurecimento de coração causado pela história corrupta que vemos aflingir nosso país? Creio que não, mas dá para pensar, não?
O dia 2 de novembro tem muito significado para mim e relendo o nome antigo da tradição (extraído via Wikipedia), percebo que deveria ser "Missa dos Fiéis Vivos (e não defuntos)", pois se alguém tem o direito de esquecer, esse alguém é aquele que já partiu. Nós, ainda encarnados, é que devemos ser fiéis à memória de nossos finados queridos, afinal eles possuem o único conhecimento que nenhum de nós conseguirá alcançar, senão quando se juntar à eles: a solução da insondável passagem para o "outro lado".
Enfim, meu calendário diz que hoje "comemoramos" o dia de Finados. Eu vou ficar com o Dia dos Fiéis "Vivos", relembrando aqueles que já se foram e minhas faltas com cada um deles, ponderando como não cair no mesmo erro, na tentativa de ter um 2 de novembro mais leve no ano que vem.
Abraços fúnebres.






